The rockage passed when u got an headache

quarta-feira, novembro 29, 2006

Caridade para o vôvô... com preço!

Há cerca de uns dias foi-me comunicado que seria realizada no dia de hoje uma visita de estudo a um local denominado de "A Loja do Avô"... e, como foi "no âmbito" [toma lá PAS!!..] de uma disciplina sobre os serviços de Fisioterapia na comunidade, pensei eu que íamos a um lar, com um nome bem apropriado, subtil, e de alguma forma apelativo.

Admito que era um esforço submáximo perguntar a alguém competente aonde íamos realmente e qual o objectivo da visita, mas também não perguntei porque o efeito surpresa era mais entusiasmante e alguém acabaria por me orientar para o destino correcto.

Assim lá fomos... tcham tcham... nop, nada a ver, era mesmo uma loja, uma shop!!... com montra, objectos estranhos embalados e até tinha uma recepção! mas que desilusão... [valeram os rebuçadinhos de mentol, que me acompanharam durante toda a visita, e aquela maquineta de água à entrada, que existe aos litros na faculdade, fazendo-me sentir em casa...]

A primeira visão foi a das caras dos idosos nas paredes sorrindo, e a das cadeiras de rodas à entrada.... muito suspeito, diria!

Depois de todo aquele processo burocrático de assinar as folhas de presença e de apresentação, lá começou o que prometia ser uma tarde enfadonha..

A Terapeuta Ocupacional (TO) lá começou nas suas explicações do porquê de cada objecto estranho exposto, sempre com o objectivo de aumentar a funcionalidade dos indivíduos com alteração das suas capacidades no quotidiano.

Olhava para os bocadinhos de plástico e outros materiais com formas estranhas mas, depois de cada explicação elucidativa, cada pedacinho ganhava uma importância extraordinária e comecei a pensar que tudo aquilo também era útil para mim, não devido a qualquer disfunção, mas também para meu conforto.

Fiquei fascinada com a panóplia de objectos tão engenhosamente pensados e fabricados, como se alguém tivesse pensado em tudo.... desde a "maminha" de silicone para facilitar a abertura de garrafas, ao ralador ergonómico, do calça-meias à bengala para os "In", ou o espremedor da pasta de dentes como o call-center a partir de um botãozinho no centro de uma pulseira... já para não falar do sem-número de caixas para comprimidos, com alarme, sem alarme, com os dias da semana, refeições... enfim... puf puf e aqui não está nem 1/5 do inventário!

Tudo o que via, corria logo ao seu encontro, mexia, remexia, virava de todas as formas possíveis numa tentativa frustada de tentar perceber qual a sua função, antes da TO chegar perto ou antes de ler a etiqueta... :)

Seguiu-se uma etapa teórica sobre toda a importância da existência de uma loja daquelas e sobre os utensílios e objectos disponíveis, em que estive sentada numa cadeira de rodas (não, não foi para sentir um maior realismo, mas devido ao reduzido número de cadeiras, o que se compreende, porque cadeiras normais lá não se vende!!!).

Mas, felizmente, passou rápido!.. shiuuu! a parte melhor foi o assalto às madalenas, palmiers e as janelinhas com chocolate que carinhosamente prepararam para o grupo em que me inseria (sim, eram 2 grupos..), porque o segundo chegou mas só tinha migalhitas à sua espera (não fui eu!... ;p)

O espaço é realmente interessante e aconselho a visita, uma vez que vão descobrir utensílios que podem oferecer aos vossos, ou a voces próprios!! como eu fiz.... não resisti ao espremedor do tubo de pasta.. quem é que consegue tirar a pasta toda? na era de consumismo e comodismo com que nos deparamos não há, sequer tempo, para aproveitar os cêntimos depositados no fundo do tubo..


Apesar de alguns utensílios serem realmente muito caros, como as cadeiras de rodas, a presença desta loja é já uma caridade face ao serviço que prestam e possibilidades de adquirir maior funcionalidade aos indivíduos que, mesmo com alguma incapacidade, são capazes, assim, de serem mais independentes!







P.S- Frase do dia:
"Oh Inês isso é [em comparação com] como um cócó numa ETAR" - by rist

terça-feira, novembro 28, 2006

Mémés: alvo de 9mm e tá tá tá!..

[História DE crianças PARA maiores de 18 anos]


Coloco-vos uma questão pertinente que pode coincidir com a etiologia dos problemas instalados com a evolução da juventude, nestas gerações que já são passado.

Quem, "quando era pequenino" by pumba, não foi obrigado a contar carneiros para adormecer?

A lacuna deste try to fall asleep está, não no que a expressão em si significa, porque treinar cálculo mental e raciocínio matemático durante uma insónia, em que os mémés, sorridentes, saltam as 2 barras de madeira que formam a cerca, sempre baixinha, parece suficientemente inocente para encorajar uma menina a fechar os olhos mas, está sim, na falta de sucesso! Ninguém consegue adormecer a fingir que adiciona carneiros a mais carneiros, porque sempre que as contas não colidem num resultado coerente, rapidamente o consciente é recrutado para resolver o enigma dos carneiros grávidos ou dos que fugiram entre as barrinhas da cerca...

Portanto, como o processo não funciona, as crianças foram subtilmente "acrescentando um ponto" para tornar, o que era algo impessoal e extremamente fantasioso, em algo atractivo ou que despertasse de certa forma a função do piloto automático, mais não fosse um pesadelo!!..

Assim, e para que percebam o dilema, conto-vos a evolução que ocorreu com a minha pessoa..

"Tudo começa numa noite sombria (...)" - Rei Leão, quando era de tenra tenra idade, em que me foi dada a conhecer esta forma nada mágica de tentar dormir. Desde aí a minha vida mudou! Sim, agora não tinha só o problema de insónia, como também o de tentar perceber porque todas as mamãs impingiam isso, quando não funcionava mesmo!

Associado a isto, num episódio bem antiquíssimo dos desenhos animados que via regularmente, mesmo antes de descobrir que sofria de disfunção visual [ 8) ], o protagonista não conseguia dormir e começou a contar os ditos animais... "1 carneiro", e o animal entrava descaradamente pela porta do quarto dele, "2 carneiros" e outro mé2 se juntava ao anterior .. e por aí em diante. É obvio que quando chegou à casa dos 40 acordou com o berreiro que os bichos estavam a fazer à volta da cama! Será esta a razão para não funcionar?!? Os carneiros aparecem, acordam-nos e vão embora?...

Isto desencadeou uma irritação, frustação e angústia dos carneiros não permitirem o meu sossego e comecei a pensar em abatê-los!... :( realmente é triste e sádico, mas começou a resultar! Assim, em vez de saltarem felizes e contentes, prontos para não me deixarem dormir, quando saltavam levavam um tiro e caíam inanimados do outro lado da cerca..

Como é que isto pode ser saudável?!

Para além de que, se caísse do mesmo lado da cerca, me obrigava a subtrair o mémé aos que estavam na vala do outro lado..! Que complexidade!..

Mas está longe de ter completado a sua evolução.. Seguiram-se episódios, bem menos sangrentos, em que os animais saltavam a cerca em plenas técnicas de Kung Fu.. ando desconfiada que a culpa foi do Karaté Kid!...

Foi até esta a causa etiológica do meu grande primeiro "Caga-sketches", há cerca de 2 anitos... mas esse também metia as minhas amigas vacas, com quem partilhavam o prado verdejante.

Com o stress a que estamos sujeitos dia após dia urge um imenso desejo de descarregar em alguém, e estes singelos animais tornaram-se no alvo a abater durante o período nocturno. Ok, para os adultos tudo bem... será que as crianças deviam estar sujeitas a este agente stressor quando deviam estar a descansar do dia atarefado que tiveram a fazer recortes de jornais ou a picotar desenhos em cima das esponjas com aquelas agulhas dos tapetes de arraiolos? ja para não falar da massa para colorir papéis que insistem em comer!... [guilty]

Pois é, mas onde é que isto vai parar? "Foram encontrados carneiros assassinados a tentar atravessar a faixa de Gaza"??


Crianças: pensem em florinhas num lugar onde o Homem não as possa pisar, nos bichinhos que não possam ser mortos ou esborrachados com a sola do sapato.... enfim, desistam e vão ler Tio Patinhas que, isso sim, é certinho direitinho!!





Prometo que me vou esforçar em escrever um post em que os animais sobrevivam. Eu juro que não tenho nada contra eles...!

sábado, novembro 25, 2006

Not to evolution!

Há coisas que nos fazem pensar realmente na etiologia de todo o poderio humano real nos dias correntes...

Assim, depois de todos os argumentos concretos e estudos realizados que ditam que a existência humana é fruto da evolução dos quadrúpedes babuínos...


Observem:




Como é possível?!

Na verdade não sei se este é um argumento contra ou a favor...

Por um lado acho que a diferença de dimensão cerebral, tão largamente reconhecida, é muito elevada, mas por outro lado temos tantos espécimens que, juntamente com este vídeo, provam, não só que descendemos desta família, como parece não ter ocorrido grande evolução...





Não soa a verdade?...

quarta-feira, novembro 22, 2006

Aventuras no metro - Part II

Tenho-me esforçado seriamente para que acontecimentos dignos de serem partilhados não surjam, eu própria já nem os induzo, mas a verdade é que insistem arduamente e colocam-se mesmo entre as minhas duas visões periféricas, direita e esquerda obviamente...



Depois de abandonar o metro, na companhia de Fmui, dirigi-me às escadas e subia numa normalidade quotidiana contando o tempo de procura da carteira com o passe para ser mais fácil o acesso àquelas portinhas que me permitem a saída.

Como consegui retirar o dito objecto antes de me aproximar da zona de triagem, observava a única pessoa que se deslocava à minha frente, uma rapariga com cerca de 8 argolas douradas na orelha esquerda e um telemóvel na orelha oposta.. mas algo não estava bem, porque razão ela se dirigia de encontro ao vidro, mesmo junto à passagem de deficientes??

A rapariga, descontraidamente como quem se desloca de transporte suburbano diariamente, chegou junto de uma caixa verde, abriu o que seria a tranca da caixa, abriu a caixa e carregou no botão no seu interior.. como por magia a porta da passagem de deficientes abriu-se e a moçoila transpôs a zona dos PASSES... isto aconteceu rapidamente e eu, logo a seguir à rapariga ,estava pronta para colocar a minha carteira sobre a zona de leitura de passes quando reparei que a porta ainda estava aberta...

Olhei para a seguinte, que também estava aberta, onde estava a Fmui com um balão em cima da cabeça a dizer "???".

Em cerca de 10 segundos tudo foi pensado com uma sequência gradual: a porta ainda está aberta, será que vai fechar quando eu passar, olhei para o visor que dizia "entrada livre" e passei.

Mas começava a aperceber-me do que decorria, principalmente pela expressão facialmente de Fmui que parecia em estado de choque, tanto que passou a porta e ficou paralisada a olhar ora para mim ora para o segurança que chamava "Óh menina" (como a velhota irritante da história citada por Ft. S., mas alguns décibeis acima, mais frequente e rapidamente).


Enquanto estavamos aparvalhadamente quietas a olhar uma para a outra, o segurança começou a correr em direcção à menina extremamente irritado e como que foi o sinal para sairmos do estado de transe. Seguimos o senhor, mas só porque, por acaso, iamos naquela direcção...


Foi uma cena no mínimo estranha. O segurança enervado com tanta falta de .... sei lá o quê, perguntou-lhe: "Isso é assim?", ao que a resposta foi, depois de se despedir do locutor com quem estabelecia uma conversa via rede móvel, "Não tenho bilhete!". O segurança com uma bonita tatuagem capilar na zona da nuca e impondo menos respeito que qualquer civil disse em tom passivo "Não tem bilhete, não sai. Agora vai à policia!".


Uma situação daquelas não deveria ser abordada de forma subtil e curriqueira como foi, porque vi nos olhos da rapariga algo como "não me chateies porque o que quer que faças, vou voltar a carregar no botãozinho. Toma, toma!".... um bom tau-tau nadegueiro era bem recomendado!!


Mas outra situação similar, protagonizada por mim e pela Fmui me foi relembrada...

Vinhamos do Colégio Militar onde tiveramos um encrave contabilístico com falta de 5 míseros cêntimos para comprarmos os 2 bilhetes para irmos até Alfornelos (1,95 euros para 2 bilhetes a 1 euro cada um), daí que só tenhamos comprado 1, na esperança de passarmos as duas duma só vez como fazemos regularmente quando temos passe, para permitir à outra o descanso da procura e arrumo da carteira.

Com a bigorna (consultar post " Enfio-me na carapaça e hiberno?!") na cabeça lá percorremos as estações e chegámos ao destino.

Era eu que trazia o bilhete, retirei e introduzi na ranhura para ultrapassarmos a barreira mas " pip pip pip" e o bilhete foi cuspido pelo mesmo orifício. Não...!!! Pensei rapidamente, enfiei a mão na mala e mais bilhetes estavam lá.. Olhei para o bilhete que retirei da máquina cuspidora que tinha inscrito "1 zona" [duh, como querias que desse?..] e, no meio do pensamento apareceu um segurança!...

Vasculhava no meio dos múltiplos bilhetes inseridos no fundo da minha mala e comecei a ler as datas dos que tinham escrito "2 zonas", com o indivíduo a focar-me, à espera que dissesse que não tinha bilhete..

Naquela situação no mínimo desconfortável e ja a entrar em pânico, abri as mãos para o senhor, coloquei a minha cara de cachorrinho abandonado e proliferei qualquer coisa do género "Dizem todos CADUCADO....", o segurança auxiliou-me e entregou-me na mão o que era daquela hora. Mas dizia CADUCADO! Eu já não pensava e nada fazia sentido - o meu músculo cerebral colapsara! O senhor explicou-me que essa palavra era redigida quando se valida o bilhete..... ahhh mas, e agora?

1 bilhete, 2 pessoas, 1 porta, 1 segurança....

Eu passei porque tinha o bilhete na mão e fiquei parada do outro lado a olhar para ela do outro lado e gora tínhamos..

0 bilhetes, 1 pessoa, 1 porta, 1 segurança...

Que dilema...!!

Fmui num acto heróico diz "Então vimo-nos amanhã!" e dirigiu-se para as escadas com destino a Baixa-Chiado. Eu levantei o braço lentamente e fiz uma tentativa de adeus em slow-motion..

Dirijo-me para a saída e Fmui telefona-me num ataque de riso e sem saber o que fazer e, entre as gargalhadas e parvoeiras, decidiu-se que ela iria até à estação em que as portas estivessem abertas e com multibanco mais próximo, para poder comprar o bilhete - Jardim Zoológico.

Passados longos minutos ela aparece com um faces hilariante e uma vontade de me espancar!..




[Para quem não saiba, numa das saídas, na contrária à que nos encontrávamos, existe uma máquina que só vende bilhetes simples de 1 zona para quem chega a esta estação só com um bilhete de uma zona. Ou seja um bilhete que custa 65 cêntimos e que permite a saída!!!!! Fmui tinha no bolso 95 cêntimos.... Pois, pena só termos sabido num outro episódio posterior....]




Enfim....

terça-feira, novembro 21, 2006

"TVI.... Mostra aqui" - Nada a ver!

Há vários dias que ando extremamente angustiada e desaustinada e não me sinto de consciência tranquila se não vos expor um problema que não é só meu, mas também de muitos dos leitores...

Pois bem, não sei se são adeptos das novelas da TVI, mas eu, desde que começaram a produzir novelas portuguesas que não perdi as últimas 14 (será.. hum, parecem muitas!) !! talvez porque não houve mais..

Mas a questão é que em cada início, fabricam uma noticia da mais alta urgência pública podendo abrir qualquer telejornal nacional e, só tal acontece nos outros canais televisivos porque são da concorrência. Sim, desde os simples agradecimentos aos Céus às vénia ao Sir Rui Vilhena pelo desenvolvimento na ficção nacional...isto é surreal! Porquê?


Não sei se já ouviram falar ou acompanham mesmo a nova novela "tu & eu", mas esta é a origem de tal revolta.

Pois há uns poucos episódios passados, no recente ainda desenvolvimento histórico, apareceu uma nova personagem, Marco, que é um Fisioterapeuta (Ft). Parece óptimo, certo? Importante para a divulgação e conhecimento desta profissão que anda na boca do mundo pelo seu importante papel na reabilitação e prevenção e blá blá blá....

É tudo muito bonito, ou era até ao episódio em que foram expressas frases que ocoam no meu cérebrozinho konfuso com tais lacunas básicas numa população que, se escreve guiões e realiza novelas sobre certos assuntos devia, NO MÍNIMO, pesquisar um pouco...

Então o suposto Ft, num só episódio, afirmou ser um MASSAGISTA, cuspiu uma sequência de frases do género "esta zona é uma dos 6 chakras", "consigo perceber que tem um problemas com mulheres, por estar tão tenso", "tem aqui um NÓ" entre outras igualmente graves.

Mas para mim, sem dúvida, que o episódio de ontem foi a cereja em cima do bolo, quando a criatura, como quem amassa o pão antes de ir ao forno, roçava as suas manápulas na zona popliteia (ou zona posterior do joelho, para leigos) afirmando que "estou a fazer drenagem linfática porque tem aqui um saco cheio de líquido"!!!!! eu fiquei "verde, azul às bolinhas vermelhas" by Ft S.

Sei que não devemos ser intransigentes, desculpar a pouca cultura dos indivíduos que so pensam em produzir em pouco tempo e lá lá lá... Mas neste caso, mesmo percebendo isto acho de respeito estes senhores ao menos falarem do que sabem, é que nem imagino como possível será publicarem episódios com falácias, frases erróneas e redutoras que minimizam a profissão quando, o público alvo é provavelmente a faixa etária mais idosa que é a precisa em primeira instância destes cuidados e intervenção Fisioterapeutica.





Portanto, pedindo desculpa aos leitores se este post é demasiado elitista ou afirmativo de uma profissão que para voces não tenha tanto significado, fica aqui o meu parecer face a um assunto que me provoca algum prurido e que, apesar dos meus argumentos serem muitas vezes baseados na lavagem mental de que sou alvo todos os dias, começo a formar alguma opinião do que realmente deve mudar nesta sociedade para contrariar tal ignorância.








P.S.- Menina Ana Rita se tecer algum comentário parvónio, no mínimo explico à maioria do público onde mora ;Pp

segunda-feira, novembro 20, 2006

Click

Não geralmente me obrigo ao esforço de retirar daquelas armações em ferro um exemplar do jornal quotidiano e multipessoal "Metro". Porém, desde que me apercebi no cómico que se tornou ler neste o meu horóscopo, e o dos diferentes signos, que entusiasticamente retiro um, quando me retiro do underground.

Assim foi hoje, quando reparei que ainda existiam uns poucos no fundo do que terá sido um monte everéstico!..

Desfolhei as páginas aceleradamente à procura das páginas de lazer e dos horóscopos. Avistei a "A lagoa do Sherman", sudoku, as palavras cruzadas, mas nada de horóscopos... escusado será definir a minha desilusão quando reparei na foto, com um golfinho-baleia usando um chapéu irritantezinho, que estava a ocupar o lugar do que procurava..

Nada havia a fazer depois de revistar folha por folha. Como pouco mais havia de interessante para ler, entreti-me a ver as sugestões de Natal tanto para o género feminino como para o masculino. No meio de tantas, e obviamente nas sugestões "Para ele" algo, piiiquenino mas facilmente visível, me fez parar com olhar fixo como se subitamente tivessem disparado um dardo tranquilizante para a minha zona traseira (coisa de filmes...).

Pois, foi isto mesmo:

À primeira vista parece inofensivo, não é? e extremamente útil, sem dúvida! Apesar de nunca ter tido conhecimento que realmente existiam aparelhos destes e a este preço...o que nos pode induzir num erro...

A questão é.. então de que me lembrei??

Para quem viu o filme "CLICK" não era preciso explicar o meu pensamento porque, provavelmente, também o tiveram.

No entanto, é importante referir aos leitores que não viram, assim para que percebam... look at the trailer!!

http://www.sonypictures.com/previews/player/homevideo/click/clip-P7186342_frameset.html



Pois é, se pensavam que poder comandar a própria vida era óptimo, não olhando a despesas dos maus momentos para poder acelerar os nossos objectivos de vida, estavam enganados! Não só porque são esses momentos que nos fazem batalhar por melhores no sentido de nos fornecerem o real valor quando um objectivo é atingido, mas também devido ao hábito que se instala de "FORWARD" os episódios que dão trabalho, lacunando a vida e retirando-lhe o sentido de um objectivo final. (realmente, muito poético...)

Bom, mas o filme deixa uma lição de moral importante, assim parecida à que aqui deixo, mas de uma forma dinâmica e divertida, com um elenco respeitável e belos pormenores no desenvolvimento da história e de caracterização.

Para quem está habituado aos superficiais e típicos trabalhos anteriores de Adam Sandler, o que vai ver neste filme é ligeiramente ao lado, por isso deixem-se de preconceitos (com algum fundamento..) e vejam este filme, porque vale mesmo a pena!







Será que este, exposto no jornal, também permite o "MUTE" de algumas pessoas?... Hum...?

domingo, novembro 19, 2006

Quem tem boca vai a roma....ou não!!

Caros leitores, quantas vezes somos abordados em locais públicos por indivíduos na busca de informações para orientarem o seu percurso?...

Pois bem... percorria a plataforma da estação "Marquês de Pombal", com a Fmui, pensando no ladrilho no chão com o qual coincidiria a porta do transporte com as escadas da estação em que iria sair (enfim... muito complexo!).

Enquanto decidiamos se nos sentavamos ou não à espera nos bancos junto a duas raparigas... fomos abordadas pelas mesmas em tom de desespero, voz alta e fugaz com medo, talvez com alguma razão, que fingíssemos que nada tinha sido dito ou acelerassemos o passo como quem não sabe a resposta antes mesmo de ser realizada a pergunta...

Assim, e como nem todo o ser humano evita uma relação momentânea e imprevista como se avizinhava, Fmui abrandou a sua deslocação pedonal e, não ligando às injecções de ar que eu expirava sabendo o que se iria passar, esboçou um sorriso nervoso no seio de um olhar atento e maternal de quem pudesse resolver a dúvida existencial das duas criaturas..

Eis que surge um atrofio mental porque na questão meio complicada de expor, eram utilizadas meio-perguntas como "O metro que vai pó Colombo é o que vai pá Amadora?", "há metro para o Colombo ao domingo?" [não, só aos dias utéis das 9h às 5h..tipo nestum!!] ou "não há problema devido ao fecho do átrio norte?" [átrio norte?! agora as obras extenderam-se à linha azul? - o que se passava na minha cabeça, sarcásticamente em tom de juízo de valor]...

Na confusão gerada, Fmui disse que aquele metro na direcção de Amadora Este ia, sim, também na direcção do Colégio Militar, estação em que deviam abandonar a carruagem para aceder ao dito centro comercial, isto depois de dizer às referidas senhoras para entrarem no metro, sentindo-se talvez culpada se as abandonasse ainda nos mesmos bancos.

Mas pronto, tudo acabou bem, pelo menos sairam na estação certa, e sem "ajuda do público"!



Esta situação fez relembrar um episódio que me acontecera um ano e muito passado anteriormente e em que o resultado fora mesmo diferente...

Estava eu na plataforma da estação do "Saldanha", mas como tinha entrado (já não me recordo porquê) numa entrada a que não estava habituada, pensava que estava à espera do metro com direcção ao "Marquês de Pombal", destino que pretendia, mas tava no lado contrário..

Antes de chegar o metro, fui interrogada por um senhor de qual a plataforma certa para o apanhar com destino ao mesmo que eu. Como eu estava a sentir-me minimamente sociável e na altura até não seria grande esforço ajudar o indivíduo, disse-lhe que era aquele e, como eu seguia o mesmo destino, disse-lhe para me acompanhar.

Assim, quando chegou o transporte, sorri-lhe para perceber que era realmente aquele e entramos.

Pois...ia eu descansada da vida com aquele frenesim do deslocamento quando ouvi, meio enfiada no meio de outros pensamentos quaisquer que..."Próxima estação: Campo Pequeno" fiquei estupefacta! Não só porque na altura não me ocorreu o que se tava a passar, mas porque tinha um atrelado humano ao qual teria que dizer que eu própria o tinha enganado e que a direcção era a oposta.

Quando olhei de lado para o senhor para ver se ele tinha reparado, uma vez que estava a olhar confuso para o desenho das linhas, perguntou ao indivíduo ao lado, que lhe respondeu que teria que sair e apanhar o metro do outro lado.

Envergonhada com a minha ridícula figura, quando as portas abriram saí junto do senhor e disse-lhe que me tinha enganado e que tinha que ir apanhar o outro. Com isto senti que tinha realizado o dever de assumir o meu erro e explicar ao senhor o que tinha realmente que fazer e, por isso, acelerei o passo até às escadas para que fugisse do campo de visão do senhor, ou talvez para que tivesse que correr para me agredir!!..





Peço desculpa ao senhor que me abordou e aconselho que, quando não souberem mesmo o que fazer, perguntem a várias pessoas ou sigam o instinto... porque esse provérbio é multifactorial...
(pronto, ou não perguntem à autora!!)

quarta-feira, novembro 15, 2006

Mudasti vs télélé suicida

Hoje fui relembrada daquele anúncio televisivo extremamente cultural e logicamente complexo do Ice Tea (exigo um patrocínio...).

Para quem não se recorde, existem cerca de três exemplares diferentes e igualmente ridículos, desde aquele em que o Marco Paulo versão caracois aparece debaixo da mesa e é abalroado por uma nave alienígena, passando por um que nem merece referência, ao anúncio que realmente interessa explicar, em que uma senhora, que [não querendo criar qualquer tipo de juízo de valor], parece a versão before pilling e lipoaspiração, é engolida por um monstro que sai misteriosamente da sanita e sugada para dentro da mesma [só referi para tentarem perceber como é possível a introdução da senhora na sanita, não parece facil...].


Não, não foi em frente ao aparelho televisivo, mas sim quando...
Entrei em casa, com algumas gotículas de água assimetricamente espalhadas, percorrendo a minha vestimenta de verão, visto que decorria um temporal e o aguaceiro não foi minimamente benevolente com a ausência de guarda-chuva...

Assim, e como é habitual, tinha algumas coisas para arrumar com a minha chegada, mas continuava com a roupa molhada.. Por isso, enquanto me despia finalmente na wc, estava a escrever uma sms no aparelho, aquele de pouca dimensão, que funciona como a pulseirinha com o sinal do GPS, porque onde ele estiver, eu também estou e vice-versa.

E, no seio de toda aquela felicidade de quem chegou a casa e só quer ir esticar as pernas refastelada no sofá, calor do peddy-paper frenético a arrumar o descomposto, e o frio provocado pelas moléculas aquosas, lá estava eu prestes a conseguir o descanso final... Pois, estava, porque ao tirar a t-shirt o telemóvel subitamente levitou, deixando-se cair dentro daquela bacia elíptica que ingere o que de mal-cheiroso há em nós, sorte que estava bem limpinha e reluzente no seu interior!

Sim, mas iamos na altura em que reparei que o desgraçado, de tampa aberta e a meio da sms, estava de luz ligada dentro da sanita.. "Caiu-se-me tudo!!!"... retirei-o imediatamente, numa tentativa de o salvar do afogamento, limpei-o cuidadosamente à toalha, por fora, acabei de escrever e enviei a sms sem problemas, retirei a bateria, enxuguei por dentro e quando liguei começou a fazer-se de difícil... ora não funcionava uma tecla, ora outra, ou não se desligava. Por isso, coloquei-o sob a força do secador, na esperança que o ar entrasse nos pequenos orifícios do meu aparelhinho.

Liguei-o e poucos minutos depois reparei que a voz do gatinho que miava de forma irritante mas tão peculiar quando alguém ligava para mim, estava alterada e agora parecia que alguém estava a apertar-lhe o pescoço e que o pobre esganiçava por socorro!

Desliguei-o e, tirando cada parafusinho, consegui penetrar nas visceras e limpar os vestígios aquosos que ainda ali se encontravam, mas o som não estava curado de todo..

Ainda o deixei largos momentos a ver se melhorava o timbre, até que atingiu realmente um ponto de ruptura e, para além do gato ter morrido, o seu miar estara perdido para sempre!...





Agora quando vou à wc deixo o telemóvel à entrada e fico a olhar para o fundo da maldita pia, à espera que o monstro regresse com o meu gato!

terça-feira, novembro 14, 2006

Refugio-me na carapaça e hiberno?

Dia após dia chego à conclusão que a simples tarefa de fazer uma triagem altamente selectiva de todos os momentos cómicos de um dia, para não fatigar os leitores com excesso de informação, se torna cada vez mais complexa...


Sendo assim, após ter entrado na sala de aula atrasada e esbafurida devido a um extenso rol de jogos emocionantes do dito "table soccer", lá estava a Ft S. a meio de uma frase qualquer e... quando reparei no slide projectado no quadro e no título "Problemas éticos no fim de vida", nem queria acreditar que a bigorna (aquele objecto metálico utilizado pelos ferreiros que cai sempre em cima dos bonecos nos desenhos animados..) estava novamente sobre mim...

Sim, é verdade... há algo de obscuro no meu passado, algo que não devia revelar acima de tudo mas, como a experiência pode ser essencial para salvar uma ou mais vidas aqui vai...

"Há muito, muito tempo, era eu uma criança..." e, pela primeira vez, os meus progenitores presentearam-me com duas tartarugas. Pois é, foi uma emoção para mim, visto que anteriormente apenas tinha tido sempre pares de peixes que se comiam um ao outro, que abriam e fechavam os olhos quando tocava no aquário, piriquitos que quase faziam mais barulho que eu, em que um foi mordido e o outro fugiu... ao menos agora tinha dois, porque a minha família preocupava-se com a solidão dos indivíduos (ou simplesmente gostavam de observar um a agredir o outro...), que mordiam!!

Isto para explicar que sempre, desde que as tivera, as tratei bem, até as alimentava e tudo!! pronto...o aquário também era limpo,de vez em quando! Mas a nível sentimental nunca lhes faltara nada.. Até que um dia.. snif..

Tinhamos chegado de fim de semana e, como era normal, lá ia eu com um sorriso nos lábios e as mangas arregaçadas para introduzir o dedo na boca de uma quando, chegando junto do aquário, reparei que estavam as duas dentro das carapaças e os camaroezitos abandonados de parte ja em ligeirissimo estado de putrefacção (tipo como quando saiem da caixa...). Toquei, abanei, sacudi, enfiei-as dentro da água e nada acontecia, para além do facto de ficarem de barriga para cima e a boiar.

Passou um dia e tudo se mantinha igual, excepto que tinha aumentado a concentração dos camarões à beirinha da água, na tentativa desenfreada de que ingerissem alguma coisa.

Pois, parecia que eu não queria acreditar mas, nesse mesmo dia foi declarado o óbito e as minhas ex-turtles foram ingeridas pelo caixote do lixo, para minha óbvia tristeza..

Um ano e qualquer coisa depois os meus progenitores, talvez preocupados com as saudades que tinha dos bichinhos, foram comigo comprar mais duas tartarugas mas, desta vez, quando o senhor estava a vender os acessórios e material para cuidar dos animais referiu um pequenino pormenor, que passaria despercebido a qualquer pessoa mas que me marcou por alguma razão.. "se as tartarugas não sairem da carapaça e deixarem de comer, não se preocupe porque estão a hibernar." Tipo???! e avisarem antes não?..

Ao menos estas novas tartarugas não foram hibernar para a lixeira municipal, mas pouco durou até que uma matasse a outra... bolas, nem metendo um macho e uma fêmea se entenderam (porque será..?).


Por isso já sabem... comprem só um espécimen e não se esqueçam que alguns hibernam...

segunda-feira, novembro 13, 2006

Do entusiasmo à pancadaria.... assertividade!?

Nunca ouviram dizer que nem tudo o que parece,é?... pois é... devem estar a pensar que vou comentar a atitude de Miss Perfect face a uma mente perturbada e perturbadora durante duas míseras horitas... mas não, estão enganados, apesar de o facto de não o fazer não está relacionado com a ausência de pensamento elaborado e opinião crítica sobre o acontecimento mas... outros valores mais altos se alevantam e sinto-m na obrigação de criticar humildemente a atitude intransigente de uns elementos da turma em que me insiro (vá, esta parte foi para quebrar o gelo...).

Bom, lá nos encontravámos once again na árdua escolha de um dos disponíveis temas para a elaboração de mais um dos quinhentos trabalhos insignificantes que envolvem aquelas aulas matinais de luz apagada, slides com "infeliz escolha de tonalidade do fundo e letras" e a boca sempre aberta, com um olho no relógio e outro na colega do lado como quem pede ajuda para não se virar para o lado e começar a roncar, mas adiante... estavam os temas praticamente todos escolhidos quando ocorre o previsível, raro o milagre, em que dois grupos, neste caso o das FMU e o da A. Staff, pretendiam o mesmo tema e, como o problema tem que ser resolvido na hora, lá partimos para o mítico e sempre empolgante sorteio. Sim, engane-se quem pense que não, mas esta é sem dúvida a parte mais interessante de todo o trabalho, talvez por isso nos esforcemos tanto para que haja confronto!... ;)

Então, após aquela excitação de escrevinhar os nomes, em papelinhos geometricamente idênticos e dobrar até o papel não aguentar mais, colocou-se no púcaro concretizado com as duas mãos da A. Staff (sem análise e verificação de qualquer tipo de potencial aldrabice por parte de um juiz, tenho que referir..).

O colega T., oficialmente escolhido para a complicada tarefa de retirar uma de duas bolinhas de papel estava a desempenhar a sua função minuciosamente quando... "é o que ficar, é o que ficar!!!..." (em decibel elevado..), disse a autora, EM TOM DE BRINCADEIRA, quando desenfreadamente raciocinava e chegava a conclusão que em 50% de hipóteses podia perder..

A verdade é que o papel retirado tinha o nome das FMU, logo o que ficou foi o do outro grupo que freneticamente afirmavam que tinham ganho. . enfim, se calhar devia ficar feliz porque ouviram o que eu disse, talvez porque lhes convinha (só um bocadinho... eheh), mas como nos sorteios realizados em situações anteriores sempre foi o nome do papel que era escolhido que prevalecia, e como o grupo já estava a esbafurir a torto e a direito, lá fomos em nova viagem alucinante no second round do sorteio...

T. retirou o papelito e lá estava pela segunda vez o mesmo nome, ou seja, tínhamos ganho!... por outro lado o outro grupo, resignado com a pouca sorte, investiu o seu mau-olhado na escolha de um dos temas ranhosos que inda permaneciam solitários no quadro da sala.


Não, a odisseia não terminou!!! esqueceram-se da parte das represálias... ah pois é! estas crianças, nem depois de terem enchido a pança, esqueceram que, na perspectiva delas "lhes haviamos roubado o precioso tema" e, apanhando um elemento sozinho, crucificaram-na (o que para nós significa que bem tentaram dissuadi-la, mas não levando à melhor, tendo sido possível estabelecer um diálogo mas em volume elevado e com largo número de insultos, o que na linguagem corrente se chamaria de barraqueira)! :)


Por isso, e como complemento aos fofos slides verdes de Miss Perfect, aqui fica um exemplo nada assertivo!


Agradecimentos: A. Staff, P., A. e M.

domingo, novembro 12, 2006

FMU

Em tempos académicos, sempre surgem pessoas com quem nos relacionamos mais proximamente, não tendo que haver sempre razões sentimentais, mas que se devem à constante necessidade humana de procurar um ponto de apoio e, como existem épocas realmente difíceis, tal acaba sempre por acontecer.

Daí que tenha decidido evocar os quatro elementos essenciais à barraqueira que é a minha vida diária dentro daquele hospício a que carinhosamente apelido de "fakul".. Para tal, e para explicar um pouquinho este grupo estranho, vou-vos dar a conhecer a razão de sermos as "FMU"..

Certo dia em triste inicio de etapa de exames finais, numa véspera de um exame qualquer, estavamos reunidas a tentar estudar já nem sei bem para quê, numa sala sentadas nas marquesas na amena parvalheira, digna daquela sensação de encavanço a que ja vamos tando habituadas, na companhia da ajudante da desconcentração, a outsider K.

Como quando temos mesmo que estudar é quando surgem as piadas, a I. deslocou-se animadamente ao quadro, não consciente da verdade que lhe sairia da caneta que empunhava, e escreveu "Fudidas Mas Unidas", que rapidamente foi substituido por "FMU", visto que se ocasionalmente entrasse alguém na sala a frase perderia o sentido...

Assim, foi apenas uma questão de dias até que surgissem os nomes personalizados para as cinco criaturas.. eu: a fmuh ( a vaca!), I.: a fmoinc ( a porca!), E.: a fmhum ( a incógnita!), C.: a fmui ( porque guincha tanto que provoca uma dor no tímpano) e B: a fmpuf (na persistente ou n... luta para abater aquele pneu psicológico em que tanto insiste).

É um grupo onde tudo acontece, da vontade de espancar ao beijinho solitário, mas que se mantem junto e que luta por uma união mais consistente...

Como a maioria dos leitores conhece as FMU, proponho um debate tendo como princípio um ranking com os quatro elementos que não eu, não com objectivos prejurativos, como é obvio, mas para se perceber a perspectiva geral. Daí que eu eu sugira as categorias e voces ordenem como melhor pensem que se adapta ordenando em 1º, 2º, 3º e 4º lugares.

Categorias:
1- Simpatia;
2- A mais criança;
3- A mal-humorada;
4- A mais coerente;
5- A que não se cala.


Aviso, como já disse anteriormente, que não estou incluída. Deixem as vossas opiniões para se fazer uma conclusão dos primeiros lugares eheh

quinta-feira, novembro 09, 2006

Engolir um sapo

La estava eu em pleno inicio de madrugada a tentar ferrar o olho dando voltas e voltas na cama, tomando consciencia da insonia que me assolava. E neste momentos em que os pensamentos se tornam irrealistas, obscuros e estranhamente absurdos, e esta noite nao foi uma excepcao.
Dai que, do meu cerebro estafado e ensonado saiu uma duvida existencial como "qual a origem da expressao: engolir um sapo?".

Em primeiro lugar pensemos no significado da frase... qualquer coisa como admitir que os seus argumentos possam estar ou estao errados, portanto e uma atitude positiva embora rara...

Se reflectirmos como tal relacao entre o significado da frase e o proprio conteudo se proporcionou, rapidamente chegamos a questao se realmente alguem engoliu um sapo para comparar a sensacao de que se esta a falar. Mas, se ninguem nunca engoliu um sapo, visto que me parece a hipotese mais provavel, porque escolher um sapo para esta frase?

O sapo é um bicho nojento, porque nao escolher uma larva ou uma minhoca? se salta, porque nao uma pulga, que e igualmente nojenta? Ou visto que é grande porque nao escolher uma tarantula daquelas nojentas que nao saltam mas que os pelos na zona superior devem fazer tanta comichao no ceu da boca como as patas do sapo?

Ou entao porque nao uma ra? afinal quando coloco a questao da diferenca entre o sapo e a ra, ninguem me sabe explicar muito bem. Sera que esta apenas naquelas diferencas fisicas em que o sapo tem as patas extensiveis como um "pega-monstros", tem a cor verde mais clara e é mais pequeno, enquanto a ra tem as patas mais curtas e gordozinhas (homenagem ao J.) é mais acastanhada e de maior estatura? Parece haver uma clara discriminacao entre o sapo e a ra, mas isso sao contos para outra fabula...

Voltemos a questao original. Afinal porque e que todo o mundo assemelha a ingestao deste animal ao facto de admitir estar errado? lamento discordar desta expressao, porque apesar de saber que a sensacao inicialmente nao e agradavel e que nos retira uns quilitos ao ego, a conclusao traduz-se maioritariamente compensadora e parece-me que a frase correspondente a sensacao devia acima de tudo encorajar-nos a te-la.

Mas, se formos por ai, teriamos que abolir as restantes expressoes similares com "dar o braço a torcer" ou "engolir o orgulho" que sao igualmente desagradaveis e poderiam dar muito que falar nos proximos capitulos.


Portanto, aproveitem este post para pensarem um pouco no que se diz no dia-a-dia, frases implementadas por alguem, adoptadas como axiomas e que nao sofreram o devido desenvolvimento no tempo, como forma de refutar as frases inuteis e previsiveis que dizemos sem nos apercebermos.

quarta-feira, novembro 08, 2006

the beginning

Nao sei se a febre dos blogs, esta epidemia de paginas em que encalhamos quando se passeia livremente pela net, vai permanecer por algum tempo ou se simplesmente vai acabar quando as pessoas se fartarem de tanto lerem frases originais com etiologia banal. Mas a verdade e que e no minimo interessante poder haver um espaco onde se pode escrever as palavras sem sentido que por vezes nos passam pela cabeca e que contamos a alguem que nada percebe... parvoices, portanto!

Sendo assim, aqui se inicia uma nova era.... tao comparativamente semelhante a idade da pedra, uma vez que nao sei quem vai dar a maior cabecada.. os leitores pelo que vao ler ou a autora pelo dificil resumee de tanta barbaridade incompreensivel proveniente da complexa reflexao quotidiana...